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01.04.2014 “Vinhateiros do Vale” em degustação


Vinhos que farão parte de marca coletiva são avaliados às cegas

As vinícolas Aurora, Casa Valduga, Cavas do Vale, Dom Cândido, Don Laurindo, Larentis, Miolo e Torcello deram mais um passo na busca da união em torno do fortalecimento do Vale dos Vinhedos. O grupo, que trabalha desde setembro do ano passado para que o projeto da marca coletiva se torne realidade, degustou os vinhos que chegarão ao mercado apresentando a marca “Vinhateiros do Vale”. A degustação às cegas foi realizada dia 21 de março, na Vinícola Miolo.

A ação é liderada pela Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) e reflete um antigo sonho de vinhateiros que integram o roteiro. Agora, eles colocarão em garrafas não somente a uva em forma de vinho, mas suas histórias, aromas e sabores personificados em um rótulo que, além de expressar a cultura da região, levará consigo o desenho do ícone representativo da vinícola produtora, informações sobre sua história, a assinatura do enólogo responsável e um selo que marca a cruzada dos imigrantes italianos, que colonizaram a região no final do século XIX, e desbravaram as regiões altas do Rio Grande do Sul.

Cada vinícola integrante do projeto faz o seu próprio vinho. Em produções limitadas, “Vinhateiros do Vale” será um vinho com alto poder competitivo, com padrão de qualidade avaliado por degustadores e preço ao consumidor final de R$ 24,90. “Vinhateiros do Vale é mais que vinho para nós. Esse projeto representa uma tomada de consciência em nossos associados e a exteriorização do que somos de verdade. Com este novo conceito de vinho criamos uma categoria que se une em prol do enoturismo para oferecer qualidade a preços competitivos. Cada garrafa leva consigo uma cultura produtiva que atravessou um século e que encontra, nos últimos anos, um amadurecimento enorme em qualidade e representatividade”, explica o presidente da Aprovale, Juarez Valduga.

O objetivo inicial é comercializar, primeiramente, o produto na região Uva e Vinho da Serra Gaúcha, especialmente no varejo das vinícolas, em restaurantes e lojas especializadas da região. “Queremos que o crescimento da marca seja mais orgânico. O enoturismo é imprescindível para o crescimento do vinho brasileiro e só existe enoturismo com união entre os produtores e os empreendedores das muitas áreas que estão ligadas ao setor. Então, com a marca coletiva buscamos pessoa por pessoa, nos restaurantes e lojas do estado e, posteriormente, do país”, explica Valduga.

Imagem: Luciana Radaelli



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