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03.08.15 Motivos de sobra para degustar um bom vinho no inverno


Estação mais fria do ano pede vinhos encorpados. Vale dos Vinhedos conta com mais de 100 rótulos

O Enoturismo cresce continuamente no Vale dos Vinhedos. A cada ano, turistas de todo o país são convidados a emergir no mundo do vinho e conhecer de perto a região, responsável pela produção de 17% dos vinhos finos e 12% dos espumantes nacionais. A qualidade dos vinhos do Vale dos Vinhedos é indiscutível. As uvas cultivadas garantem bebidas de qualidade e em perfeita harmonia com as temperaturas de qualquer estação.

Para o inverno rigoroso da Serra Gaúcha, nada melhor do que um vinho encorpado para aquecer. A elaboração de vinhos tintos é grande destaque no Vale dos Vinhedos, respondendo por cerca de 70% da produção total, de acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale, Márcio Brandelli. “Temos muitas particularidades no Vale, que resultam em vinhos muitos interessantes elaborados aqui. O grande destaque é, sem dúvida, a uva Merlot, considerada a uva-rainha dos nossos vinhedos”, pontua Brandelli. A uva merlot é a principal variedade tinta da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos, pois propicia vinhos com características exclusivas deste local. Por ter se adaptado plenamente aos solos do Vale, o vinho merlot é grande destaque entre rótulos das vinícolas da região.

O fato de o vinho merlot ser o carro-chefe do Vale dos Vinhedos nos meses de outono e inverno não quer dizer que outras uvas tintas não mereçam destaque. Os vinhos com as variedades cabernet sauvignon, marselan, shiraz, alicante bouchet, malbec, egiodola e tannat também caem no gosto dos visitantes e dos apreciadores de vinhos encorpados. São mais de 100 rótulos, entre varietais ou assemblages, de pequenas, médias ou grandes vinícolas e que encontram, inclusive nos restaurantes do roteiro, excelentes opções de harmonização para que a experiência de degustação da bebida seja absorvida por completo.

HARMONIZAÇÃO


Não obrigatoriamente o vinho deva ser apreciado em conjunto com um prato. Porém, a escolha certa da refeição proporciona um proveito maior, tanto da bebida quanto da comida. Segundo Jhonatan Marini, enólogo e sommelier do Grupo Famiglia Valduga, a forma mais tradicional de combinação entre vinhos e gastronomia é por semelhança, na qual se buscam características compatíveis nos itens que compõem a harmonização. “Desta maneira, considera-se que vinhos potentes tenham boa relação com pratos fortes e ricos em gordura, como carnes vermelhas”, pontua o sommelier.

Outra técnica tradicional de harmonização é por oposição. A ideia é que características opostas equilibrem-se. Vinhos ácidos ou tânicos anulam a gordura, enquanto a dulçor do vinho pede pratos salgados.

Alguns exemplos de harmonização com uvas cultivadas no Vale dos Vinhedos, de acordo com as dicas do sommelier:

Marselan é uma variedade versátil, contudo seus taninos finos permitem uma boa harmonização com carnes vermelhas, queijos médios como Gruyère e Emmental e massa ao sugo.

Malbec
permite uma série de harmonizações. Quando se apresenta estruturado, com taninos firmes, aceita muito bem carnes como cordeiro. Contudo, pode ser um vinho fácil e elegante, harmonizando bem com pizzas diversas, fondue ou simplesmente com uma boa conversa.

Merlot é uma das variedades mais emblemáticas do Vale dos Vinhedos. Embora tenha taninos delicados, é um vinho de características marcantes, harmonizando muito bem com pratos de boa intensidade. Codorna ao molho de vinho tinto pode ser uma boa companhia para os exemplares de médio corpo. Já os vinhos de grande estrutura e com presença de carvalho, são excelentes escolhas para acompanhar o tradicional churrasco gaúcho.



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