Notícias
22.01.2020 25 amostras são aprovadas na temporada 2019 da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos


Degustações aconteceram em 16 e 18 de dezembro, na Embrapa Uva e Vinho

O Vale dos Vinhedos encerrou 2019 com ótimas notícias e expectativas de grandes vinhos no mercado a partir de 2020: 25 amostras foram aprovadas na avaliação para a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos safra 2019. A degustação dos vinhos provenientes de 10 vinícolas associadas à Aprovale, foi realizada nos dias 16 e 18 de dezembro, na Embrapa Uva e Vinho.

Em 2019 o processo da Denominação de Origem buscou a inovação: foram 28 amostras inscritas para o processo, igualando o número recorde de 2018. Além das 28 amostras oficiais, foram inscritos e aprovados 2 vinhos em caráter experimental e 9 para a Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos. Segundo Daniel de Paris, Diretor do Conselho Regulador da Indicação Geográfica Vale dos Vinhedos e Diretor Técnico da Aprovale, “a quantidade de amostras inscritas reflete não somente a evolução qualitativa do processo de elaboração, mas também o empenho dos enólogos quanto à valorização dos processos de IP e DO geridos pela Aprovale.”

A Denominação de Origem Vale dos Vinhedos foi a primeira Denominação de Origem para vinhos no Brasil, reconhecida em 2012 pelo INPI. Desde o início da operação, em 2009, os vitivinicultures trabalham para amadurecer e consolidar o processo, assegurando ao consumidor que os vinhos que carregam o selo de identificação são únicos, elaborados na área delimitada, tem a origem das uvas comprovada, bem como acompanhamento referente ao método de elaboração e qualidade dos produtos. São vinhos tintos, brancos e espumantes que fazem parte de uma seleta carta de vinhos que refletem a cultura, história e características do terroir do Vale dos Vinhedos, único no mundo.

Indicação Geográfica: Indicação de Procedência e Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
Indicação de Procedência e Denominação de Origem são duas modalidades de Indicação Geográfica reconhecidas pelo INPI no Brasil. Antes de ser reconhecida como Denominação de Origem, o Vale dos Vinhedos foi pioneiro no reconhecimento como Indicação de Procedência (2002). A diferença entre as duas é que a I.P.V.V. reconhece a tradição da região na elaboração de vinhos. E a D.O.V.V. vai além, ela reconhece também o método de elaboração, delimitando regras para que os produtos elaborados exprimam no paladar tipicidades exclusivas.

Quando a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos começou a ser trabalhada na região, optou-se por, como forma de estímulo ao produtor quanto à consolidação da Denominação de Origem, deixar a Indicação de Procedência em stand-by. Em conjunto com os enólogos das vinícolas associadas a Aprovale, decidiu-se sobre a retomada da Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos em 2019, objetivando que ambas as modalidades de reconhecimento sejam trabalhadas pelas vinícolas. 

Uma das curiosidades da I.P. Vale dos Vinhedos é que ela reconhece um número maior de variedades para elaboração de vinhos: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Tannat, Pinot Noir, Gamay, Pinotage, Alicante Bouschet, Ancelotta e Egiodola para as tintas. Chardonnay, Riesling Itálico, Sauvignon Blanc, Sémillon, Trebbiano, Pinot Blanc, Gewurztraminer, Flora, Prosecco, Moscatos e Malvasias para as brancas. 85% das uvas devem ser cultivadas na área delimitada, que é maior do que a D.O.V.V.: 81,23 km².

Já a Denominação de Origem autoriza um número menor de variedades, que são as que melhor se adaptaram ao terroir da região: para vinhos finos tintos secos: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat; Para vinhos finos brancos secos: Chardonnay e Riesling Itálico; e, para vinhos espumantes brancos ou rosados finos: Chardonnay, Riesling Itálico e Pinot Noir. 100% as uvas devem ser cultivadas e processadas na área delimitada que possui 72,45 km². Além disso, existe o controle de produtividade por pé de videira e acompanhamento quanto ao amadurecimento dos vinhos até a sua comercialização.

Em 2019, além das 25 amostras aprovadas para a D.O.V.V., 9 amostras para I.P.V.V. também foram degustadas e aprovadas nos dias 16 e 18 de dezembro e em breve devem chegar ao mercado.

Como funciona o processo da I.P.V.V. e da D.O.V.V.?
Para ambos os processos, o primeiro passo refere-se ao envio dos Formulário de Declaração de Safra juntamente com as atualizações das informações cadastrais das vinícolas solicitantes.

São colhidas amostras dos vinhos inscritos diretamente nas vinícolas solicitantes: sete garrafas por amostra são coletadas pelo Consultor Técnico da Aprovale, para facilitar as operações dos diferentes laboratórios envolvidos: da Embrapa Uva e Vinho e laboratório de análises físico-químicas. Estas amostras são armazenadas em garrafas específicas para o processo, identificadas por códigos conhecidos somente pelo consultor que as coletou.

Após a coleta, as amostras são encaminhadas para análise sensorial. Aspectos organolépticos qualitativos e quantitativos serão avaliados por um comitê de degustação qualificado, composto por enólogos indicados por associados da Aprovale, um enólogo da Associação Brasileira de Enologia e 3 técnicos indicados pela Embrapa Uva e Vinho. Aspectos visuais, olfativos, gustativos e tipicidade varietal são avaliados às cegas pelos participantes, que apresentam seu parecer individual. As vinícolas são comunicadas sobre o parecer relativo à cada amostra degustada. Em caso de não aprovação, a vinícola recebe orientações sobre o motivo de não aprovação, podendo posteriormente inscrever nova amostra para avaliação.

No caso da D.O.V.V. o reconhecimento desta avaliação tem prazo de 60 dias. Os vinhos que não forem ao mercado neste prazo, passam por nova avaliação antes do início do processo de comercialização. Para os vinhos tintos é obrigatório período de amadurecimento, desta forma são reavaliados obrigatoriamente.

Foto: Naiára Martini/Aprovale



Voltar